Pensamentos

Eu sinto ansiedade e você ?

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Este é meu segundo relato pessoal. Dessa vez quero discorrer sobre um transtorno que atinge 33% da população mundial (me incluindo, óbvio!). Ao contrário do que você pode estar imaginando, esse aqui não vai ser um artigo científico ou com um passo a passo de como se curar. Na verdade, espero que você não se identifique com nada do que será exposto.

Mas, se você sentir qualquer resquício de semelhança, não se preocupe, é sinal de que você não está sozinho! 🙂

Há alguns dias, entre a minha rotina, livros, filmes e trabalhos da faculdade, consegui arrumar um espaço na minha vida para a ansiedade. Foi só uma brecha. Um deslize. Incrivelmente, com o tempo, quem sofre desse transtorno já sabe a forma pela qual ele se apresenta, mas nunca quando ele vai embora, de fato. Ou seja, sei que tenho facilidade para me sentir ansiosa, e sei quando ela começa afetar meu dia a dia e até meu organismo. Mas a questão é: nunca sei como evita-lá. Exercícios físicos, nada de preocupações, muita distração… Tudo parece muito simples, mas não é.

A ansiedade é mais comum do que imaginamos. Só descobri isso depois que precisei de ajuda médica. Jovens entre 18 e 24 anos são mais propensos em adquiri-lá devido às mudanças que são frequentes nesse período: faculdade, relacionamentos, medos, dúvidas e sonhos. Por isso, segue meu primeiro conselho: nunca peça para um ansioso ter calma. Ou melhor, pode até pedir, mas não espere que isso aconteça. Não fazemos por mal – eu juro! – mas ter ansiedade vai um pouco mais além do que simples dores de barriga.

Por incrível que pareça, não tenho receio de falar em público, me saio muito bem apresentando seminários ou expondo ideias (aliás, sonho em dar uma palestra! <3). Mas, apesar do nervosismo ser um sintoma frequente em pessoas que tem ansiedade, ela ocorre de forma mais profunda: vem através de preocupações em excesso com o futuro e qualquer detalhe dele, com o medo de perder pessoas próximas, com a hipótese de sermos o centro das atenções em algum momento ou, com a menor possibilidade possível de falharmos em qualquer momento da vida.

Somos excesso. Somos intensidade. Somos preocupados e exagerados. Mas também amamos na mesma proporção.

Vale lembrar que a ansiedade, até certo ponto, pode ser vista de forma positiva, pois faz com que fiquemos mais atentos a tudo que acontece ao nosso redor. Mas é fácil ultrapassarmos o limite: somos craques em chorar e enchemos copos e mais copos com lágrimas e, ainda fazemos uma baita de uma tempestade em qualquer situação. Por isso, amigo, muita paciência com nós

Como se ainda não bastasse, isso atrapalha o nosso sono e, uma noite mal dormida vai resultar em um dia mal aproveitado. É como uma onda que vem firme e forte puxando para ela todo o pouco que temos. É ruim, é difícil, mas faz um bem danado depois que passa! Claro, quando estamos no meio da névoa, é quase impossível enxergar ao nosso redor. Mas tentar vencer essa batalha me ensinou que, primeiramente, preciso me esforçar para viver um dia de cada e me concentrar apenas no agora, porque é tudo que tenho. E, me ensinou também, que talvez a ansiedade seja minha companheira de mais vários longos anos, por tanto, não vou me preocupar em deleta-lá da minha vida; eu devo apenas aprender a conviver com a sua presença.

Sei que muitas coisas podem parecer uma grande baboseira, um drama de novela mexicana, mas não é. E, para provar, sugiro que faça uma busca no Google pela palavra “ansiedade” e veja o que os doutores e as pesquisas dizem.

Então, por favor, às vezes um abraço vale mais que milhões de palavras. Pense no próximo, pense em você, e lembre-se que para nós, a vida é vista de outra perspectiva. Isso não é defeito. Significa apenas que somos especiais.

 

Raquel Rocha Domigos

[in:osegredo.com.br]

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